Uma das cirurgias mais realizadas da oftalmologia — e uma das que mais transformam o dia a dia de quem convive com a visão embaçada.
A catarata é a opacificação natural do cristalino, a lente que fica dentro do olho. Com o tempo, ela deixa de ser transparente — e a visão vai ficando embaçada, amarelada e sem contraste.
É um processo comum do envelhecimento, mas também pode surgir por outros fatores, como diabetes, uso prolongado de certos medicamentos ou traumas. Quando a catarata começa a atrapalhar tarefas simples — ler, dirigir, reconhecer rostos, enxergar de noite — é sinal que você precisa avaliar a indicação cirúrgica.
A técnica utilizada mais comumente é a facoemulsificação, a mais moderna e realizada no mundo. Em vez de remover a catarata por um corte grande, ela é fragmentada por ultrassom e aspirada por uma microincisão de 2,2 milímetros — tão pequena que, na maioria dos casos, se fecha sozinha, sem pontos.
Antes da cirurgia, na consulta, conversamos sobre o seu caso e entendemos a sua necessidade e expectativa visual após a cirurgia. Exames medem o olho com precisão para calcular a lente ideal para o seu caso.
Por uma microincisão, o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom e aspirado com segurança e sem dor.
No lugar, é implantada uma lente intraocular transparente e definitiva, escolhida especificamente para você, que se ajusta naturalmente ao olho.
É um procedimento rápido e seguro: você chega, faz a cirurgia e volta para casa no mesmo dia. A anestesia é feita sob sedação leve — por esse motivo é um procedimento indolor. Cada olho é operado separadamente, em datas diferentes.
A lente intraocular que substitui o cristalino é definitiva e escolhida de acordo com o seu olho e o seu estilo de vida. Alguns modelos, além de tratar a catarata, ajudam a corrigir grau — como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Na consulta, converso com você sobre as opções e o que faz sentido para o seu caso.
A recuperação costuma ser tranquila. Nos primeiros dias é comum sentir leve sensibilidade à luz ou a impressão de um cisco no olho, o que melhora rapidamente. Você recebe orientações claras sobre os colírios, os cuidados e os retornos — e é acompanhado por mim de perto em cada etapa até a alta.
Não existe uma regra única: o momento certo depende de quanto a catarata está afetando a sua visão e a sua rotina. Em alguns casos vale acompanhar; em outros, operar cedo faz diferença. Essa decisão é individual, e a gente toma juntos, com calma, depois de uma avaliação completa.
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